POLICIA

Vereador depõe sobre morte de Marielle no RJ

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O vereador Marcello Siciliano (PHS) prestou depoimento na quarta-feira (6) para agentes que investigam a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. O procedimento acontece um mês depois de Siciliano ter sido apontado por um delator como mandante do crime – ele nega envolvimento. A informação foi obtida com exclusividade pela TV Globo nesta quinta-feira (7).

Intimado na terça-feira (5), Siciliano foi ouvido na delegacia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, onde falou por cerca de quatro horas. A equipe de reportagem entrou em contato com o vereador, que afirma que não vai se pronunciar porque o processo corre em sigilo.

Siciliano foi envolvido no caso no início de maio, quando uma testemunha procurou a Polícia Federal para fazer denúncias. Segundo o jornal O Globo, a testemunha teria contado à PF que o vereador e o miliciano e ex-PM Orlando Araújo, o Orlando Curicica, queriam a morte de Marielle.

Ainda segundo a publicação, a testemunha decidiu contar o que sabe porque está jurada de morte. O delator teria sido ameaçado por Orlando, que cumpre pena na Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9.

A motivação do crime, de acordo com o depoimento, foi o avanço de ações comunitárias de Marielle em áreas de interesse da milícia na Zona Oeste. Na época, a denúncia foi classificada como "factoide" pelo vereador.

No último sábado (2), o G1 mostrou bastidores da investigação, que, mais de 80 dias após a morte da vereadora, ainda não apontou um suspeito.

A reportagem revelou que a testemunha que citou Siciliano foi levada até o chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, por três delegados da Polícia Federal: Felício Laterça, Lorenzo Pompílio da Hora e Helio Khristian Cunha de Almeida.

Khristian já investigava o vereador Siciliano em outro inquérito, que apura irregularidades fiscais da casa de shows Barra Music, da qual Siciliano foi sócio, e chegou a interrogá-lo em 16 de novembro do ano passado. O inquérito ainda não foi concluído.

Até hoje, a DH praticamente não falou nada sobre o caso. Não confirmou nomes de suspeitos que vieram à tona; não confirmou linhas de investigação adotadas; não confirmou sequer se os disparos que fuzilaram a vereadora do PSOL e seu motorista vieram de uma submetralhadora HK MP5.

A equipe do delegado Giniton Lages optou pelo silêncio absoluto. “Podem fazer a pressão que quiserem, mas não vou resolver de qualquer jeito. Não tenho pressa. Preciso investigar a fundo para reunir provas e prender os assassinos”, desabafa a amigos mais próximos.

 

Fonte: G1

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