ESPORTE

Túlio Guerreiro é novo gestor de futebol do Goiás

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Torcedores mais novos do Goiás talvez não se lembrem de Túlio. É possível que até tenham mais fresca na memória sua passagem, também marcante, pelo Botafogo dos anos 2000. No entanto, o volante brasiliense fez história com a camisa esmeraldina na década de 1990 e esteve presente em grandes momentos do clube, como o pentacampeonato estadual (1996, 1997, 1998, 1999 e 2000) e o título da Série B de 1999.

Nesta terça-feira, Túlio Lustosa retornou ao Goiás como dirigente. O apelido de "Guerreiro" dos tempos de volante deu lugar ao terno e gravata, mais condizentes com a nova função: gestor de futebol. Ao contrário das glórias de época de campo, o ex-jogador tem a missão de resgatar um clube que ajudou a ser forte inclusive em cenário nacional, mas que agora amarga campanhas fracas na Série B.

Túlio nos tempos de volante do Goiás

·                   Duas passagens: 1995-2002 e 2010

·                   307 jogos disputados

·                   Sete títulos (Série B, Copa Centro-Oeste e Goianão cinco vezes)

·                   16 gols marcados

Túlio já havia voltado ao Goiás em 2010, na reta final da carreira de atleta. Ao todo, foram 307 jogos pelo clube, com sete títulos e 16 gols. Aos 41 anos, ele inicia um novo ciclo e assume o cargo que Harlei já exerceu duas vez, mas que estava vago neste fim de temporada. O ex-goleiro também retorna, só que como assessor da presidência.

- É uma satisfação enorme voltar ao Goiás Esporte Clube. Será minha terceira passagem, desta vez em nova função, mas que já venho exercendo desde que parei de jogar futebol. Sem dúvida, é o maior desafio da minha carreira. Espero poder ajudar muito. Agradeço a confiança do presidente e do Harlei. Nosso entrosamento terá de ser grande para escolher o perfil correto de atleta e fazer um elenco enxuto, mas com muita competência e dedicação para voltar à Série A.

Mesmo dono de um dos maiores investimentos na Série B em 2017, o Goiás passou longe do acesso. O Alviverde só escapou do rebaixamento na penúltima rodada. O perfil do elenco, considerado pouco comprometido, foi apontado como um dos motivos da fraca campanha. Túlio bateu nessa tecla e prometeu reforços com outra postura.

Bagagem como cartola

Túlio se aposentou em 2013 vestindo a camisa do Sobradinho. No próprio clube do Distrito Federal, o ex-volante iniciou a carreira extracampo, pois foi técnico, diretor de futebol e até presidente. Consta ainda no currículo do dirigente os cursos de administração de empresas (Unisul), de gestão de marketing e direito esportivo (FGV/Fifa/CIES) e a Licença B da CBF, voltada para treinadores de categoria de base.

- Sobradinho foi o último clube da minha carreira. Disputei o Campeonato Brasiliense e depois fui convidado a fazer parte da direção. Fui o gerente de futebol por dois anos (2013 e 2014). Em 2015 saí e fui me dedicar aos estudos. Em 2016, fui diretor de futebol do Tombense na Série C. Fiz mais um curso e voltei para o Sobradinho como presidente do clube. Emergencialmente, fui chamado para ser treinador também. O técnico teve que sair e, nos últimos oito jogos, fui treinador, mas não é minha função. O que gosto de fazer é na parte de gestão na direção.

 Globo Esporte

 

 

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