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Suspeitos de estupro coletivo em Bom Jesus dizem que foi tudo normal

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Imagem ilustrativa

Eu perguntei: vocês viram a garota quase desmaiada sendo abusada e não fizeram nada?

Eles responderam: era só uma conjunção carnal e vimos como algo normal.

O diálogo acima foi entre a promotora de Bom Jesus, Gabriela Almeida de Santana com os quatros adolescentes apreendidos suspeitos de estupro coletivo em Bom Jesus (a 635 km de Teresina) durante depoimento.

Gabriela Santana conta que se surpreendeu com o quadro de normalidade encarada pelos menores diante da cena de abuso. Os quatro negam a participação no estupro e apontam como culpado o jovem de 18 anos preso pela polícia. 

Como negam participação, os quatros contam a mesma versão do crime. Que foram para a obra abandonada no centro de Bom Jesus para apreciar a vista, levando uma garrafa de cachaça pitú. Lá, os adolescentes contam que apenas o rapaz de 18 anos abusou da menina.

“Como eles estão na mesma cela, a impressão que temos é que eles combinaram depoimentos. Eles não esboçam nenhum arrependimento, negam participação e se mostraram muito tranquilos, falam a mesma versão com riqueza de detalhes”, disse a promotora.

Transferência para Teresina

A promotora confirmou que pediu a transferência dos quatros adolescentes de Bom Jesus para Teresina. Eles estão apreendidos na Delegacia da cidade e serão trazidos para o CEM (Centro de Internação Provisória). A transferência é por questão de segurança dos menores, já que a delegacia não tem estrutura e devido a ameaças que estariam sofrendo, segundo denúncias dos próprios adolescentes.

O CEM só poderá receber os menores após autorização do juiz de Bom Jesus.

Gabriela Santana confirmou que pediu a internação provisória em Teresina e eles ficarão 45 dias internados  no CEM enquanto providencia a representação. Segundo ela, laudo confirma o estupro na garota e que agora aguarda outros exames como DNA para provar o estupro coletivo. 

A promotora pediu que seja realizado um estudo psicossocial com os jovens, seus familiares ou responsáveis, para que sejam encaminhadas informações sobre a situação pessoal, familiar e social dos adolescentes.

Obra abandonada

Gabriela contou que achou estranho eles usarem uma obra abandonada para realizarem festas. Segundo ela, eles alegaram que foram contemplar a vista e que não beberam e nem se drogaram.

“Não creio nessa versão, a obra é de um andar e não tem vista bonita ao redor”, disse a promotora.

Orientação da família

A promotora alertou também para que os pais acompanhem melhor seus filhos, principalmente com a facilidade da informação via internet.

Notícia divulgada dia 23/05/16

Em depoimento a Polícia Civil nesta segunda-feira (23), a garota de 17 anos – vítima de estupro coletivo em Bom Jesus (635 km de Teresina) – confirmou que os cincos adolescentes apreendidos são do seu circulo de amizade. Ela falou também ao delegado que estava desmaiada quando sofreu os abusos sexuais. 

Na madrugada da última sexta-feira, a jovem foi encontrada em uma obra abandonada seminua e amordaçada com a própria calcinha.  

O delegado de Bom Jesus, Aldely Fontineli de Sousa, revelou que a jovem admitiu que consumiu bebida alcoólica e que está bastante traumatizada.

“Ela confirmou que estava muito alcoolizada e teria usado droga. Eles são todos conhecidos e ela estaria desiludida amorosamente e que eles teriam aproveitado que ela estava abalada emocionalmente para cometer o crime”, disse o delegado acrescentando: “Ela está muito traumatizada, vivendo num mundinho fechado e que não lembrava direito porque tinha desmaiado”. 

A vítima confirmou ainda ao delegado que estava tão embriagada que não conseguia ficar em pé.

A menina foi atendida no hospital e já teve alta médica. Ela já se encontra em sua residência. 

O delegado realiza novas perícias e pediu exames para confirmação do estupro coletivo. 

 

Flash Yala Sena
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Laudo confirma que garota de 17 anos sofreu estupro em Bom Jesus

O delegado de Bom Jesus, Aldely Fontineli, confirmou, nesta segunda-feira (23), que o laudo preliminar recebido hoje pela polícia confirma que a garota de 17 anos foi vítima de estupro. Segundo o delegado, um novo exame foi realizado para que seja confirmado o estupro coletivo. O crime ocorreu no último domingo (22).  A adolescente prestou depoimento ao delegado Aldely Fontineli hoje.  

Ainda nesta segunda, os policiais civis devem ir ao local onde ocorreu o crime para tentar colher provas. O agente de polícia Carlos George disse ao Cidadeverde.com que as informações colhidas até o momento apontam que apenas o maior de idade teria tido cometido o abuso sexual. 

"Até o momento, apenas a vítima foi submetida a exame de corpo de delito. Foi recolhida secreção da vítima para se fazer o exame de DNA e saber se encontramos material genético de qual dos suspeitos. O maior de idade confessou o crime e conta que tentou jogar a culpa nos adolescentes, por eles serem menores de idade. A análise do depoimento da vítima será crucial para a elucidação do caso", explica o agente. 

O delegado Aldely Fontineli não quis revelar detalhes do depoimento da vítima e disse apenas que ela estava muito embrigada.

Os quatro adolescentes suspeitos têm idades de 15 a 17 anos e foram ouvidos ainda no domingo (22) pela promotora Gabriela Almeida Santana. Em depoimento, os garotos revelaram que receberam ameaças do suspeito maior de idade.

"Assim que eles foram levados para a delegacia, apenas uma parede os dividia. Os adolescentes contaram para a promotora que receberam ameaças de morte do outro suspeito que teria dito que ia se vingar deles. Eles negam tudo e choram muito, sempre reafirmando que apenas presenciaram o crime. A promotora tem 45 dias para representar ou não a denúncia na Justiça", reitera George. 

A vítima foi encontrada seminua e amordaçada com a própria calcinha e com pedaços de isopor na boca. A estudante apresenta pequenos arranhões pelo corpo que denotam que ela ainda tentou se defender, de acordo com a familaires que acrescentam ainda que ela tem dificuldades para dormir e está muito abalada. A violência sexual ocorreu em uma obra abandonada no centro da cidade. 

Até o momento, as investigações da Polícia Civil apontam ainda que o crime não teria sido premeditado. Vítimas e suspeitos teriam se conhecido há poucos dias e o estupro teria sido motivado pelo alto teor de bebida alcóolica nos envolvidos. A informação repassada pela família da vítima é que os suspeitos também teriam usado drogas ilícitas. 

"Essa informação foi repassada pela família dela, mas eles negam que usaram outro tipo de droga. Eles alegam que consumiram apenas cachaça. Um dos adolescentes disse que já experimentou cigarro, mas ninguém teria usado de qualquer tipo de entorpecente no dia do crime. Com o depoimento da vítima, vamos saber se será necessário pedir o exame toxicólogico", reitera. 

A estudante mora com a tia, sobrinhos e a avó. A mãe dela reside em Brasília, mas veio ao Piauí. O agente Carlos George reitera que é possível a transferência dos investigados para outra cidade, uma vez que há boatos de que a população tentaria invadir a delegacia e linchar os suspeitos. 

"A promotora disse que ia falar com o secretário para que providenciasse a transferência dos suspeitos, porque existem alguns boatos. A movimentação na delegacia e no Fórum tem sido intensa. A população relaciona o caso com o crime chocante que ocorreu em Castelo do Piauí há um ano, onde ocorreu também um estupro coletivo com desfecho trágico", reitera Carlos George. 

Dos cinco suspeitos, apenas dois adolescentes têm advogados. A Polícia Civil informou que os menores de idade eram estudantes e são de classe média, com certo poder aquisitivo. O maior de idade não tem profissão e auxiliava o pai em afazeres da roça. Pelo levantamento dos policiais, nenhum tinha passagem pela polícia. 

 Fonte - Cidade Verde

 

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