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Devido surto de zica vírus ministério vai agilizar teste de gravidez

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O Ministério da Saúde vai ampliar o fornecimento de testes rápidos de gravidez para identificar mais rapidamente mulheres gestantes para prevenir a infecção pelo zika vírus. O vírus está relacionado com o nascimento de crianças com microcefalia --até a última semana, foram registrados 1.761 casos.

Dos cerca de 3 milhões de partos realizados no ano passado no Brasil, em metade deles, as mulheres iniciaram o pré-natal apenas a partir de 12ª semana de gestação – entre três e quatro meses. Em casos de microcefalia relacionados ao zika, as gestantes foram infectadas antes desse período.

O protocolo prevê ainda que seja informado na carteira da gestante se ela teve sintomas suspeitos do zika vírus. "Até então, o zika era considerado um primo benigno da dengue. Mas, com o surgimento dos casos de microcefalia, a atenção ao vírus está sendo dobrada", explicou Beltrame durante o lançamento do Protocolo de Atendimento para mulheres em idade fértil, gestantes, puérperas e bebês com microcefalia.

Cegueira, surdez e mal formação ocular
Foram relatados casos de cegueira, surdez e mal formação ocular congênita que podem ter relação com a infecção pelo zika vírus. Por isso, o protocolo também preconiza uma atenção especial aos testes do olhinho, da orelhinha e do pezinho, que devem ser feitos logo após o parto, e teste. "Estamos num processo de conhecimento de uma doença que ainda não se sabe qual é exatamente a extensão desse problema. Provavelmente estaremos na ponta da bibliografia mundial sobre o tema", afirmou Beltrame.

Registro de sintomas de zika
Além do atendimento à gestante, o protocolo preconiza que crianças que nascerem com perímetro entre 32,1 cm e 33 cm terão uma atenção diferenciada. "Quando se passar até 48 horas, elas passarão por uma nova medição, porque durante o parto, na passagem pelo canal, os ossos da cabeça do bebê podem sofrer um achatamento e diminuir o perímetro encefálico. Por isso é preciso medir de novo", afirma o secretário.

Se o bebê voltou a ser medido e continua com o mesmo perímetro encefálico, ele será submetido a uma ultrassonografia transfontanela, caso a fontanela do bebê (conhecida como moleira) esteja aberta. "Se não for possível fazer o exame ou se ele for inconclusivo, o bebê será submetido a uma tomografia. A ideia é evitar que bebês que não tenham indicação para tomografia sejam sujeitas a radiação e sedação", conta.

Após ser confirmada a microcefalia, é fundamental que comece o estímulo precoce do bebê, para que os danos no desenvolvimento da criança sejam minimizados. "Existem hoje 136 Centros Especializados em Reabilitação e mais 65 estão sendo construídos. O importante é acolher a criança e estimulá-la do primeiro mês até os três anos de idade, que é quando se completa o ciclo de desenvolvimento neurológico. Com isso, é possível reduzir os danos, que vai depender do grau de sucesso no acompanhamento e da gravidade da mal formação", explica Beltrame.

 

Fonte: Com informações do UOL

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