POLICIA

Governo exige fim de greve para negociar com polícia civil

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O movimento grevista encabeçado pelo Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi) chega ao seu quinto dia, mas até o momento não houve qualquer mesa de negociação para debater a lista de 12 itens da contraproposta do sindicato encaminhada ao Governo. A categoria ajuizou mandando de segurança coletivo no Poder Judiciário junto ao Desembargador Haroldo Rehem com quem a categoria deve conversar nesta segunda-feira (08).

De acordo com o presidente do Sindicato, Constantino Júnior, o governo só sentará com a categoria quando acabar a greve, mas a categoria decidiu por permanecer no movimento. Para Constantino é uma surpresa que esta proposta tenha saído do governador que antes compartilhou muitos movimentos do lado dos trabalhadores. Outro destaque feito pelo sindicalista é a preocupação com o que foi sinalizado de proposta por parte do governo. “Uma parte do que o governo propõe, nós concordamos, mas ele apenas apresentou de boca, não colocou nada no papel. Isto apresenta uma insegurança muito grande para a categoria”, atenta.

De acordo com Constantino o governador apontou que aumentaria o ticket alimentação, mas não disse quanto aumentaria e nem quando. Atualmente a categoria recebe R$ 97 correspondente à alimentação, mas pretendem dialogar com o Governo para que este valor se eleve para R$ 500, já que a atual cifra é irrisória para manter condições dignas de alimentação, segundo o sindicalista.

Outro ponto diz respeito à gratificação dos peritos criminais que, no Governo Wilson Martins, foi para R$ 1200, mas chegando ao Governo Wellington Dias, deixou de existir. O sindicalista aponta que a categoria esta de acordo com o retorno da gratificação, mas exige que seja estendido para os outros peritos.

A categoria entrou em greve por conta do reajuste dos planos de cargos e carreiras, fixados em lei de 2013, pagando de modo escalonado os servidores. No entanto, o governador Wellington Dias, anunciou no início do mês de maio que não seria possível o pagamento. Constantino aponta que a categoria não está satisfeita, uma vez que o governador prometeu pagamento para maio, mas agora sinalizou que só sairá em janeiro e o mês de novembro para fevereiro, mas a categoria quer que seja pago em agosto.

Preocupado com a situação, o Secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, anunciou à imprensa que quer evitar greves, mas a prioridade é o pagamento da folha de pagamento. Segundo ele, nesses primeiros 5 meses com recursos do Tesouro dá menos de R$ 15 milhões por mês.

 

Por: Sarah Fontenelle - Jornal O Dia

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