POLÍTICA

Lula diz que não é candidato a nada, mas parte da elite tem receio que ele volte

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (1º), durante ato da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo pelo Dia do Trabalho, que não é candidato a nada, mas vai percorrer o país para garantir a manutenção do governo Dilma Rousseff.

Lula reagiu ao que chamou de insinuações sobre o seu suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato e disse que parte da elite tem medo de que ele volte a ser candidato à Presidência da República.

"Eu 'tô notando, todo santo dia, insinuações. Ah, lá na Operação Lava Jato estão esperando que alguém cite o nome do Lula. Ah, estão tentando fazer com que os empresários citem o nome de Lula", afirmou.

O ex-presidente disse não ter intenção de se candidatar a nada, mas que se considerava "bom de briga". "Eu estou quietinho no meu lugar. Não me chame para a briga porque eu sou bom de briga. Eu não tenho intenção de ser candidato a nada, mas está aceita a convocação. Eu agora vou começar a andar o país outra vez", disse o petista.

Para Lula, o receio da elite de que se candidate novamente o "inquieta" e é "inexplicável" uma vez que, segundo o ex-presidente, "eles [a elite] nunca ganharam tanto dinheiro na vida quanto no meu governo".

Ele deixou claro ainda que vai se mobilizar para defender o governo da presidente Dilma contra aqueles que pregam a saída dela. "Eles têm que saber que, se tentarem mexer com a Dilma, eles não estão mexendo com uma pessoa, eles estão mexendo com milhões e milhões de brasileiros", disse.

erceirização
No discurso que fez a uma multidão, Lula criticou o projeto de lei, aprovado na Câmara, que amplia a terceirização no país (assista ao vídeo ao lado).

Segundo ele, estudo do Dieese encomendado pela CUT mostra que terceirizados trabalham mais e ganham menos, enfrentam maior rotatividade no emprego, têm menos assistência social e trabalham sob situações mais precárias.

A proposta, que agora tramita no Senado, autoriza a contratação de trabalhadores terceirizados para atuar em todas as áreas da empresa, inclusive nas atividades-fim, como são chamadas as atividades principais de uma companhia.

Pelas regras atuais, é possível contratar somente para as atividades-meio. Ou seja, uma universidade particular pode contratar de uma empresa terceirizada profissionais de limpeza e de segurança, mas não professores.

Lula comparou a proposta aprovada na Câmara com o regime de trabalho em outros países e disse que aqui tentam fazer uma terceirização "desenfreada".

"Na Alemanha, na França e na Espanha, as leis e os tribunais impõem relações claras entre os trabalhadores e as empresas. Lá não existe terceirização desenfreada como a que eles querem fazer aqui", disse.

Maioridade penal
O ex-presidente também falou contra a proposta de redução da maioridade penal. "Uma parte da elite conservadora brasileira acha que vai resolver o problema do país mandando para a cadeia um moleque de 15, 16 17 anos. É possível que muitos jovens cometam crimes. É importante que a gente diga  qual o crime que o estado brasileiro cometeu ao longo de 500 anos não dando a esses jovens a oportunidade de estar aqui, de estudar.

Fonte - G1

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